sábado, agosto 19, 2006

The Pacific 'arc of instability'

ABC

Correspondents Report - Sunday, 20 August , 2006
Reporter: Graeme Dobell

HAMISH ROBERTSON: Turning to our own region now, Australia's Defence Minister recently gave a security pledge to the countries in what he calls the "arc of instability", stretching from Timor to the South Pacific.

Dr Brendan Nelson says that Australia has a responsibility to defend the interests and values of the nations in its region.

This report by Radio Australia's Foreign Affairs Correspondent, Graeme Dobell.

GRAEME DOBELL: The "arc of instability" is an Australian idea born at the end of the 1990s, as the Suharto era ended in flames in Jakarta, and Indonesia left East Timor in ashes.

In defining the arc of instability, the strategic thinker Paul Dibb said the arc extended from Indonesia to Papua New Guinea and into the South Pacific.

Where Australia might have once hoped for a security shield to its north, Professor Dibb said, now the arcipelago contained a group of vulnerable countries.

Australia's Defence Minister, Brendan Nelson, has adopted the arc of instability, but has changed its geographic reach, quietly dropping Indonesia from the definition he offered Parliament.

BRENDAN NELSON: We cannot afford to have failing states in our region. The so-called 'arc of instability', which basically goes from East Timor through to the south-west Pacific states, means that not only does Australia have a responsibility in preventing and indeed assisting with humanitarian and disaster relief, but also that we cannot allow any of these countries to become havens for transnational crime, nor indeed havens for terrorism.

GRAEME DOBELL: Doctor Nelson says the deployment of the Australian Defence Force to Solomon Islands in April, after the riots, and East Timor in May to deal with the political breakdown shows how quickly Australia can respond to security problems in the arc.

The Defence Minister says Australia will act to stabilise governments, protect borders, counter-terrorism, and help with disasters.

BRENDAN NELSON: Australia has a responsibility in protecting our own interests and values to support defending and protecting the interests and values of these countries in our region.

(sound of parliamentarians saying "hear, hear")

GRAEME DOBELL: It might look like an arc of instability to Australia's Defence Minister, but the countries of the arc don't like the term, any more than they accept being called "failing" or even "fragile".

The head of Canberra's Pacific Centre, Professor Stewart Firth, says the arc of instability has some domestic utility in Australia, but it doesn't impress the region.

STEWART FIRTH: I've always thought that that is a bit of an overstatement, because you have to look at particular countries in order to determine their particular situation.

I mean, Fiji, for example, which was supposed to have been in the arc of instability, is - as far as anyone can see - entering a pretty stable phase, and people are pretty optimistic about Fiji's future.

Solomons of course has RAMSI (Regional Assistance Mission to the Solomon Islands), and for the moment at least we've got a stabilised situation there.

Papua New Guinea, I think, you know, there are too many pessimists about Papua New Guinea.

So, I mean, to talk about it as an arc of instability I think is to paint a pretty broad brush.

GRAEME DOBELL: Is it a useful tool for an Australian Defence Minister to use arc of instability? Is it a way of explaining defence policy to Australians? What are the Australian uses of the term "arc of instability"?

STEWART FIRTH: Yeah, I think that is right. I think there is a use for an Australian Defence Minister.

And you could see that also when Australia intervened in Solomon Islands, that we were able to justify that on the grounds of the possibility of a failed state becoming a haven for terrorists. Although, most people who knew the Solomons thought that this was a pretty way-out idea. Nevertheless, it had some traction and leverage for the Australian voter and I think that in that sense it was a justified kind of approach.

And I guess the same thing applies to the phrase "arc of instability" for the Australian audience, but it doesn't go down too well in the region. Pacific Islanders don't like the idea of being labelled as failures, and in a way this is a label.

GRAME DOBELL: What model do you see for Australian policy towards the island arc - if we look at the Australian intervention in East Timor, the Australian intervention in Solomons in the last few months - what is the model of Australia's approach to the island arc?

STEWART FIRTH: Well, I think the existing model is really very much a securitised model. It's all about security, it's about regional security and Australian security. We're intervening in this region, and we're attempting to improve governance outcomes, and so on, in the interests of security. So the model is really built around a security approach.

Now, some people would say that while that may be important, we have to look beyond that to a development approach. If you think of Solomon Islands, for example, Solomon Islands, yes we have law and order back, but is that enough? No, it clearly isn't enough, given the fact that within five or six years the logging will just about be finished in Solomon Islands. We've got to think about the Solomon Islands' economic and development future, not just about the law and order situation.

HAMISH ROBERTSON: Professor Stewart Firth, head of the Pacific Centre at the Australian National University. That report by Graeme Dobell.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Tradução:

O “arco de instabilidade” do Pacífico
ABC

Reportagem dos correspondentes - Domingo, 20 Agosto , 2006
Repórter: Graeme Dobell

HAMISH ROBERTSON: Virando-se agora para a nossa própria região, o Ministro da Defesa da Austrália fez recentemente uma promessa de segurança aos países que (estão) no que ele chama de "arco de instabilidade", que se estendem de Timor ao Pacífico Sul.

O Dr Brendan Nelson diz que a Austrália tem uma responsabilidade para defender os interesses e valores das nações na sua região.

Esta reportagem pelo Correspondente dos Negócios Estrangeiros da Rádio Austrália Graeme Dobell.

GRAEME DOBELL: O "arco da instabilidade" é uma ideia Australiana nascida no final dos anos 1990, quando a era Suharto acabou em chamas em Jakarta, e a Indonésia deixou Timor-Leste em cinzas.

Ao definir o arco da instabilidade, o estrategista Paul Dibb disse que é o arco que se estendia da Indonésia até à Papua Nova Guiné e até ao Pacífico Sul.

Onde a Austrália podia ter uma vez esperado ter um escudo de segurança no seu norte, disse o Professor Dibb, agora o arquipélago contém um grupo de países vulneráveis.

O Ministro de Defesa da Austrália, Brendan Nelson, adoptou o arco da instabilidade, mas mudou a sua extensão geográfica, deixando calmamente cair a Indonésia da definição que ofereceu ao Parlamento.

BRENDAN NELSON: Não nos podemos dar ao luxo de ter estados falhados na nossa região. O chamado arco da instabilidade, que basicamente vai de Timor-Leste até aos estados do Sudoeste do Pacífico, significa que a Austrália não só tem uma responsabilidade na prevenção e mesmo em assistir com alivio humanitário e de emergência, como também não nos podemos dar ar luxo de permitir que nenhum desses países se tornem santuários de crime transnacional nem mesmo santuários do terrorismo.

GRAEME DOBELL: O Doutor Nelson diz que o destacamento da Força de Defesa Australiana para as Ilhas Salomão em Abril, depois de motins, e em Timor-Leste em Maio para lidar com a ruptura politica mostra como a Austrália pode responder rapidamente a problemas de segurança no arco.

O Ministro da Defesa diz que a Austrália agirá para estabilizar governos, proteger fronteiras, contra-terrorismo, e ajudar com desastres.

BRENDAN NELSON: A Austrália tem uma responsabilidade em proteger os nossos próprios interesses e valores para apoiar a defender e a proteger os interesses e valores desses países na nossa região.

(som de deputados dizendo "ouve, ouve ")

GRAEME DOBELL: Pode parecer um arco da instabilidade para o Ministro de Defesa da Austrália, mas os países do arco não gostam do termo, nem de serem chamados "falhados" ou mesmo "frágeis".

O responsável do Centro do Pacífico de Canberra, Professor Stewart Firth, diz que o arco da instabilidade tem alguma utilidade doméstica na Austrália, mas que não impressiona a região.

STEWART FIRTH: Sempre pensei que isso era um tanto exagerado, porque deve-se observar países particulares de modo a determinar a sua situação particular.

Quero dizer, as Fiji, por exemplo, que era suposto estarem no arco da instabilidade, estão – tanto quanto se pode ver – a entrar numa fase bastante estável, e as pessoas estão bastante optimistas quanto ao futuro das Fiji.

A Ilhas Salomão têm com certeza uma Missão de Assistência Regional nas Ilhas Salomão (RAMSI), e de momento pelo menos temos uma situação estabilizada lá.

A Papua Nova Guiné, penso, sabe, há demasiados pessimistas sobre a Papua Nova Guiné.

Assim, quer dizer, falar disto como um arco da instabilidade penso que é pintar com um pincel demasiado grande.

GRAEME DOBELL: É um instrumento útil para um Ministro da Defesa Australiano usar o arco da instabilidade? É uma maneira de explicar a política de defesa aos Australianos? Quais são os aproveitamentos Australianos do termo “arco da instabilidade” "?

STEWART FIRTH: Yeah, penso que tem razão. Penso que há um aproveitamento para um Ministro da Defesa Australiano.

E pode observar isso também quando a Austrália interveio Ilhas Salomão, que tivemos a possibilidade de justificar (essa intervenção) na base da possibilidade de um Estado falhado se poder tornar um santuário para terroristas. Apesar de a maioria das pessoas que conheceram as Ilhas Salomão pensarem que esta era uma ideia bastante peregrina. Contudo, teve bastante força e elevação para o eleitor Australiano e penso que neste sentido foi um modo de abordagem justificado.

E desconfio que o mesmo se aplica à frase “arco da instabilidade” para a audiência Australiana, mas o mesmo não se aplica à região. Os ilhéus do Pacífico não gostam da ideia de serem rotulados de falhados e de certo modo isto é um rótulo.

GRAME DOBELL: Que modelo vê para a política Australiana em relação ao arco de ilhas – se observar a intervenção Australiana em Timor-Leste, a intervenção Australiana nas Ilhas Salomão nos últimos meses – qual é o modelo de abordagem da Austrália ao arco de ilhas?

STEWART FIRTH: Bem, penso que o modelo existente é realmente um modelo muito de segurança. É tudo sobre segurança, é sobre segurança regional e segurança Australiana. Estamos a intervir nesta região, e tentamos melhorar resultados de governança, e etc., nos interesses de segurança. Por isso o modelo é construído à volta duma abordagem de segurança.

Agora, algumas pessoas dirão que isso pode ser importante, mas que temos que olhar para além disso e para uma abordagem de desenvolvimento. Se pensar nas Ilhas Salomão, por exemplo, as Ilhas Salomão, sim temos a lei e a ordem de volta, mas é isso suficiente? Não, isso claramente não é suficiente, dado o facto de dentro de cinco ou seis anos a agenda estar acabada nas Ilhas Salomão. Temos de pensar no desenvolvimento económico futuro das Ilhas Salomão, e não simplesmente na situação da lei e da ordem.

HAMISH ROBERTSON: Professor Stewart Firth, responsável do Centro Pacifico da Australian National University. Esta reportagem por Graeme Dobell.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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